Agora os campeões do Space Apps Challenge se preparam para competição global. Evento é voltado para pessoas criativas e apaixonadas por tecnologia.

Após 48 horas intensas de trabalho criativo, o Space Apps Challenge terminou em Porto Velho. A maratona de tecnologia aconteceu entre sexta-feira (18) e domingo (20).

Os grupos foram divididos e receberam diferentes desafios diretamente da NASA. As equipes foram compostas por participantes de variadas áreas de conhecimento, como designers, programadores, físicos, químicos, biólogos, artistas, empreendedores e outros.

1º lugar

O campeão do Hackathon 2019 em Rondônia é o “Dumont Team”, que projetou um drone feito de grafeno movido a energia solar.

“A gente acredita que nosso projeto pode ser uma possível alternativa para ajudar na missão MARS 2020”, diz Felipe Hifram.

“A gente acredita que nosso projeto pode ser uma possível alternativa para ajudar na missão MARS 2020”, diz Felipe Hifram.

Um dos integrantes veio de Cacoal (RO) para participar do evento. Bruno Henrique é técnico em química pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro). De acordo com ele, a experiência foi inspiradora.

“Para mim foi inovador porque a minha equipe é multidisciplinar, tem um biólogo, um físico, um estudante do ensino médio, tem um da área da engenharia, tem uma jornalista e a multidisciplinaridade agrega valor. Acho que por isso vencemos”, comemora Bruno.

2º lugar

O segundo lugar ficou para a equipe que criou o aplicativo “RondonEarth”, formado por Pedro Caio, estudante de administração e Nara Teixeira, educadora física e bailarina. Eles desenvolveram um app sobre monitoramento climático, que dispara alertas para salvar vidas.

“Resumidamente o projeto foi idealizado para uma aplicação com análises de eventos climáticos utilizando API da NASA”, explica Pedro.

Ele entrou no evento por curiosidade e para se aventurar no ambiente de inovação. “Eu aprendi muito, conheci uma galera muito boa com vontade de ajudar o próximo através da tecnologia. Com certeza esse evento marcou a vida de muitas pessoas e Porto Velho mostrou sua capacidade a nível mundial. Poder falar que fiquei em segundo colocado em um evento da NASA em Porto Velho dá uma sensação inexplicável”, diz.

3º lugar

O time “Vitoria Régia Space” ganhou o 3º lugar com a ideia de mapear a quantidade de clorofila na água utilizando dados do Satélite Landsat 8, da NASA.

“As algas possuem clorofila e se houver uma grande proliferação afeta o ambiente aquático e até a qualidade da água. Algumas algas podem ser tóxicas e causar doenças por neurotoxinas ou acabar com o oxigênio da água matando os peixes e seres vivos”, explica Gustavo Felix, ressaltando que o projeto visa mapear e criar alertas de locais com risco.

O que é o International Space Apps Challenge?

O evento foi criado em 2012. De lá para cá envolveu milhares de pessoas em todo o mundo, que durante 48 horas usam dados da NASA para criar soluções inovadoras para os desafios encontrados na Terra e no espaço.

Próxima fase

Segundo a organização do Space Apps Challenge, soluções classificadas no hackathon local podem competir na categoria global.

Os vencedores do prêmio global são apresentados no site da Space Apps e receberão um convite para visitar o Kennedy Space Center da NASA com a Equipe Organizadora Global da Space Apps em 2020.

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